E ela está ali. Conformada, perdida, escondida do mundo que esperava vê-la crescer. Escrava de um reino onde foi adotada, espera receber o galardão que não chega nunca. O rancor consome-lhe o espírito, a raiva explode-lhe com a alma. E ali se encontra e vive morrendo -quem não vive assim?-, oh melhor!, vive já morta, protege-se com uma mentira que a conforta, não sabe o que poderá mais fazer.
Liberta-te, infeliz! Olha o mundo com olhos de humana! Acaba com as correntes invisíveis que te prendem, pois todo esse poder de escolha te pertence única e exclusivamente a ti. Nada poderá erguer-te, se tu própria não deres o teu melhor. O melhor de ti. Será sempre o íman da luz. Liberta-te das trevas, sai desse castelo de papel pintado a carvão, reencontra-te com o ser puro do amor.
Provavelmente muitos precisam de ti. Mas essa descoberta só acontecerá quando te salvares a ti mesma.