terça-feira, 29 de abril de 2014

flight#4

E ela está ali. Conformada, perdida, escondida do mundo que esperava vê-la crescer. Escrava de um reino onde foi adotada, espera receber o galardão que não chega nunca. O rancor consome-lhe o espírito, a raiva explode-lhe com a alma. E ali se encontra e vive morrendo -quem não vive assim?-, oh melhor!, vive já morta, protege-se com uma mentira que a conforta, não sabe o que poderá mais fazer.
Liberta-te, infeliz! Olha o mundo com olhos de humana! Acaba com as correntes invisíveis que te prendem, pois todo esse poder de escolha te pertence única e exclusivamente a ti. Nada poderá erguer-te, se tu própria não deres o teu melhor. O melhor de ti. Será sempre o íman da luz. Liberta-te das trevas, sai desse castelo de papel pintado a carvão, reencontra-te com o ser puro do amor.

Provavelmente muitos precisam de ti. Mas essa descoberta só acontecerá quando te salvares a ti mesma.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

flight#3

Gostava de fechar os olhos e não pensar em ti por um momento. Não te ter nem no meu subconsciente. Não desejo esquecer-te, não é isso. Jamais. Mas preciso de descansar de algo que não deveria cansar-me assim tanto. Não estou a lamentar-me. Não. Espero por ti. Espero. E torço para que também esperes por mim, mesmo que o faças em silêncio. Não imaginas o quanto me fazes feliz. O que despertas em mim. Talvez nem eu saiba. E é essa a magia do efeito que me percorre. 


Put down your weapons, let's be deffensless, 

Surrender your love, your love, your love
No more secrets, secrets, secrets.


"Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo.". O amanhã rapidamente se transforma no hoje e, imponentemente, no amanhã. Saberás isso melhor do que eu.

Com amor.
Vivo em ti.

flight#2

Eu tenho aquela coisa de sempre pensar que aprendo com o passado, mas acho que não aprendo, sabes? Acabo por voltar à mesma tecla, à mesma moeda, ao mesmo filme. Mergulho de mais. Em tudo o que seja. Depois, luto para não me afogar. É um bocado parvo. É como dizermos "sim, está tudo bem", quando podíamos fazer uma lista de tudo o que nos aflige. Ou ficarmos acordados até tarde mil e uma vezes depois de percebermos que, no dia a seguir, acordar torna-se um desafio ainda maior e ficamos tipo zombie. Ah, não sei. São coisas. O desafogar da alma, o limpar o pensamento (ou não), são o que me faz escrever isto.
Um dia destes passa. Faz parte da vida.

No final, tudo vai ficar bem. Se ainda não está a correr bem, é porque ainda não é o fim.

flight#1

Perdes-me e ganhas-me com uma facilidade incrível. Não me perdes por me esquecer de ti, perdes-me porque me perco a mim mesma. Será que também te sentes assim? Que também te perco? Ou nunca te tive? Será o teu sorriso descendente dos pensamentos de mim? És tudo e nada, porque não sei o que és. O dia, a madrugada, porque me levas a extremos. Our fate is to pretend, ouço cantar os MGMT. Are you pretending? Or am I just thinking you're pretending? Na verdade, só sei que nada sei. Quantos mais clichês farão parte da nossa história? (que história?)
Preciso de ti, mesmo desejando - por vezes - não precisar. És o conforto da areia, o refrescar da água e da alma num típico dia de Verão. O dedilhar da guitarra que me arrepia. O desabafar das palavras que me alivia. Fazes-me querer mais. Mais de mim, mais de um nós que, na confusão, não sei se existe. 
Hoje, perco-me em ti, perco-me por ti. 
Num outro dia, ganhas-me outra vez. 


Desculpa-me a impotência. A falta de paciência.